
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O demônio do bem

Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
11:27


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Silêncio

Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
11:51


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
Ciumes não é ex

Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
11:36


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
sábado, 25 de setembro de 2010
Não tem nada fora do lugar..

Você esqueceria qualquer gíria se prestasse atenção naquela boca que as pronuncia. Você esqueceria qualquer "não sei" se prestasse atenção em todo o resto que sabem. Você esqueceria qualquer colo maduro se prestasse atenção a quantas horas está naquele colo que nunca cansa, que nunca pára, tão macio e forte. Você esqueceria qualquer acalanto intelectual se tivesse suas costas e seus cabelos acariciados por horas, por mãos leves, por intenções leves, por momentos silenciosos jamais despertados por celulares, obrigações e cobranças da vida adulta. Quando ele liga e ouço aquela voz, eu sei que aquela é a voz que minha alma precisava. Quando ele sorri desarmado, limitado e impotente, para todas as minhas dúvidas, inconstâncias e chatices, eu sei que é daquele sorriso que minha alma precisava.
Ele não faz muito pela minha angústia existencial, até por não saber. E consegue tudo de mim. Consegue até o que ninguém nunca conseguiu: me deixar leve.
Sabe rir mole de bobeira? Sabe dançar idiota de alegria? Sabe dormir gemendo de saudade? Sabe tomar banho sorrindo para a sua pele? Sabe cantar bem alto para o mundo entender? Sabe se achar bonita mesmo de pijama e olheiras? Sabe ter ânsia de vômito segundos antes de vê-lo e ter fome de mundo segundos depois de abraçá-lo? Sabe não aguentar? Sabe sobrevoar o frio, o cinza, os medos, os erros e tudo que pode dar errado? Ele consegue fazer com que eu me perdoe por apenas viver sem questionar tanto. Eu quero parar com tudo isso, ele, apesar dos poucos meses de diferença de idade, é um garoto inconsequente que não pode acompanhar minha louca linha de raciocínio meio poeta, meio neurótica, meio madura. Eu quero colocar um fim neste tormento de desejar tanto quem ainda tem tanto para desejar por aí. Mas aí eu me pergunto: pra quê? Se está tão bom, se é tão simples. Ele me ensinou que a vida pode ser simples, e tão boa. Tô uma perfeita adolescente, e isso parece um texto de diário que termina com o nome dele dentro de um coração desenhado com caneta roxa de glitter com cheiro de uva.
Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
14:38


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O gigante

A fidelidade não é uma escolha e nem um sacrifício, ela é uma verdade. Por mais que eu tente, só sinto nojo. A gente não se fala mais, eu nem sei mais por onde você anda, eu até tenho o impulso de tentar de novo com outros homens, mas eu só sinto nojo. A Lolita vive cheirando por baixo da porta e olhando triste para o interfone, outro dia minha mãe perguntou notícias suas e quando ela ouviu seu nome, enfiou a cabeça no meio das patas e só ficou triste, ela se parece comigo mesmo. Depois do passeio na Liberdade com meu amigo tem um encontro da mulherada no café alí do Itaim. Depois tem cinema com outra amiga e depois, se eu estiver a fim, uma baladinha na casa de outra. Eu tenho um milhão de motivos pra fugir de pensar em você, mas em todos esses lugares você vai comigo. Você segura na minha mão na hora de atravessar a rua, você me olha triste quando eu olho para o celular pela milésima vez, você sente orgulho de mim quando eu solto uma gargalhada e você vira o rosto se algum homem vem falar comigo. Você prefere não ver, mas eu vejo você o tempo todo. Eu torço pra não fazer Sol, eu torço pra não chover, eu torço para acordar no meio do dia, eu torço para o dia acabar logo. Eu torço para ter alguma coisa que me faça torcer, que me diga que eu ainda sei torcer por algo mesmo sem torcer pela gente. Minha dança é queda equilibrada, minhas roupas novas são fantasias, meu sorriso é espasmo de dor, minha caminhada reta é um círculo que sempre me traz até aqui, meu sono é cansaço de realidade, minha maquiagem é exagerada, meu silêncio é o grito mais alto que alguém já deu, minhas noites são clarões horríveis que me arregaçam o peito e nada pode me embalar e aquecer, o frio é interno, o incômodo é interno, nenhum lugar do mundo me conforta. Minha fome é sobrevivência, minha vontade é mecânica, minha beleza é esforço, meu brilho é choro, meus dias são pontes para os dias de verdade que virão quando essa dor acabar, meus segundos são sentidos em milésimos de segundos, o tempo simplesmente não passa.
Às vezes tento não ser eu, porque se eu não for eu, eu não sentirei essa dor. Mas o amor é tanto que até as outras todas que eu posso ser também o sentem. Hoje menos que ontem, amanhã menos que hoje, e por aí vai. Vou implodir esse gigante dentro de mim e soltar seu pó a cada manhã sem fome que faz doer o corpo todo, a cada banho sem intenção, a cada tarde sem recompensas, a cada noite sem magia, a cada madrugada sem paz. Um dia o gigante vai cair morto igual ao King Kong e chega dessa dor, dessa incerteza, desse silêncio, dos dias se arrastando, do ódio, das imagens doentias na minha cabeça, da saudade espada que furou meu centro e aumenta o diâmentro a cada movimento. Só vai sobrar uma tristeza eterna em saber, como todos que já viram esse filme sabem, que o rei da selva, o dono do pedaço, o forte, o poderoso, o assustador, o monstro inabalável que bate no peito e destrói qualquer um, só queria ser amado pela frágil mocinha. Daqui de longe, enquanto escrevo esse texto chorando mais do que cabe no meu rosto, ouvindo pela milésima vez a música do Damien Rice e sem vontade nenhuma de ter vontade nenhuma, eu escuto seu riso alto, exagerado e constante. E eu só consigo ter mais pena de você do que de mim.
Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
20:51


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
E ficou sem nenhum

Eu sou uma bolha de detergente, cansei de exterminar os restos e limpar as sujeiras e saí para voar um pouco. Só não fui avisada de minha fragilidade e estourei, para sempre nada, nem cheiro, nem cor, nem transparência, nada. Tudo foi lavado, desinfetado, seco e guardado, a vida continuou e a minha pequena vontade de arrumar a casa nem sequer é mais lembrada.
Virei a sua remela, aquela que limpei na sua meia brega e cheia de vontade de se rebelar contra o mundo manipulador. Eu sou aquela sujeira que acorda pendurada nos seus olhos, quer atrapalhar a sua visão, mas você ignora e sai de casa tão despreparado para o dia. Eu fico lá, pequena, tosca, amarelada, suja, berrando para ser vista no canto da sua alma, e você não me lava e nem me absorve, você me expele mas não me limpa, você continua acordando com sono e dormindo acordado. Eu continuo no triste papel de remela dependurada e exposta. Eu espero você sonhar comigo para que eu amanheça nos seus olhos, só é uma pena que, pela manhã, seguro em seu espelho, você não sinta nenhum incômodo.
Eu sou uma luzinha minúscula no meio da multidão, uma luzinha que pertence ao show mas não tem o que celebrar. Eu sou um pontinho enorme de tristeza e desespero no meio das pessoas enlouquecidas cantando “I can’t live, with or without you”. Eu sou uma pequena voz em meio a tantas pessoas que sofrem. Deus, eu sei, eu sei, são tantos e maiores os sofrimentos mas, por favor, não deixe de me dar força, me dar força para que pelo menos, ainda que pequena e com vontade de queimar, eu continue ao menos acendendo o meu fogo e fazendo parte da expectativa.
Eu sou um fio de esperança, um fio de alegria, um fio de amor. Eu sou todos os fios que dormiram acalmados pelas suas mãos naquele dia da despedida, se você soubesse que sempre foi só daquele carinho que eu tanto precisava, ele não precisaria ter sido o último. Eu sou aquele homem estranho em frente ao museu em Firenze, eu vou continuar fazendo louva-deuses de folhas e enchendo peitos puros de amor eterno e esperanças, para sempre eu vou ser tão estranho, surpreendente e interessante quanto o amor.
Mas eu também sou a sacola barata de roupas sem personalidade que agora guarda tudo o que quase foi, tudo o que poderia ter sido e mais o nosso louva-deus de folhas amareladas, cansadas e quase virando pó, quase virando nada e se espalhando pelo mundo que é enorme demais para parar quando sofremos. Eu sou o nosso louva-deus e estou quase virando nada. Mais do que tudo, sou a garotinha assustada, cinco ou seis anos, ajoelhada no chão do banheiro pedindo que os pais parassem de brigar, assustada com o amor, assustada com a vida, assustada com a porta trancada e a solidão. Essa mesma garotinha mal resolvida que vaga dentro de mim, como um espírito que não aceita evoluir, é a garotinha que quis se curar do medo do amor com um amor tão grande, tão grande, tão grande, que não existe. E ficou sem nenhum.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Lembrança de um velho caminhão de mudanças

Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
11:57


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
É como se eu nem te amasse

Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
11:45


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Anti-amor

Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
10:31


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Mas eu não moro em igreja

Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
20:23


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Esse Texto é de
Fernanda Mello
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Essas coisas que falam por aí

Me importo demais com as pessoas que amo. Quem eu gosto levo comigo no peito. Me preocupo, procuro ajudar no que posso (e, confesso, muitas vezes no que não posso também). Não sou uma ninja nem a Mulher Maravilha, sou apenas uma mulher que tem sentimentos intensos. E grandes. Não vale a pena sentir pequeno, se é pra ser, que seja com tudo que pode. Com tudo que existe, com todas as forças, com tudo que tem de bom e de ruim. Tenho lá meus extremos. Comigo é 8 ou 80, é ou não é, foi ou não foi. Não sou muito paciente e isso muitas vezes me traz transtornos. Mas procuro, acima de tudo, ser eu. E se errei, desculpa, mas eu consigo dizer. Tem gente que esconde. Nem sempre eu chego e falo "errei, foi mal, desculpa aí". Muitas vezes mostro de outras formas. Nem tudo precisa ser dito através de palavras, apesar de eu adorar tê-las por perto.
Às vezes, me sinto deslocada. Vou contar um segredo pra você: sou o tipo de mulher que não trai. Verdade, nunca traí. Acho a traição uma coisa tão suja e puta. A palavra por si só já é feia e tem som estranho. Não gosto, não cabe em mim. Traição não é o meu número, fica apertado. Juro, nunca traí nem em pensamento, nem virtualmente, nem nada. Nunca nem flertei, pisquei olho, joguei o cabelo ou tentei seduzir alguém com algum gesto. Se eu estou com alguém, estou com alguém. Acho que as pessoas precisam ter respeito. Cansou, não dá mais, o sentimento se perdeu, não tá mais a fim? Diz. Fala. Termina. Cai fora. E depois solta a franga. Antes, não.
Tenho pânico de traição. Já conversei sobre isso no divã, em mesa de bar e com minha cadela. Mulheres da minha família já foram traídas, já acompanhei de perto algumas histórias. Amigas minhas já foram traídas, já acompanhei de perto algumas histórias. E morro de medo. Sei que na vida nada é garantia de nada. Amanhã mesmo o cara que hoje é o amor da minha vida pode conhecer uma mulher e se apaixonar e me dar um pé na bunda. Mas se acontecer, por favor, converse comigo antes de fazer qualquer coisa. Prefiro assim, mesmo que eu sofra, que doa, que machuque. Não vou morrer, não. Por mais amor que se tenha, ninguém morre de amor. A gente se quebra todinha, mas sobrevive. Tudo dói, mas o tempo deve curar. Peço que tenha a decência de conversar, de respeitar o amor que teve um dia. Me dê um tchau antes de dar oi para alguém. Sei que o coração é imprevisível, pode balançar a qualquer momento, mas manda ele se aquietar só um pouco, me fala o que precisa e depois segue em frente. As coisas são simples. O amor não pode ser complicado. Se ele existe, existe. Se deixou de existir, tudo bem, dizem que nada é eterno. Ou que só é enquanto dura. Enquanto durar, que seja honesto e digno.
Sou o tipo de mulher que tem a foto do namorado no celular. A foto, não, as fotos. E na carteira também. E deixo bilhetes, faço surpresas, escrevo textos românticos e sonho casar num lugar bonito e ter uma filha bonita. O tempo fez com que eu entendesse que contos de fadas existem. Mas não aqueles dos livros. Existem os da vida real, que falham, chegam atrasados, mas chegam. Estão lá, sempre. Por isso, insisto: não admito gracinhas e frescuras. Riram da minha cara ao ver que eu tinha foto na carteira. Que coisa fora de moda. Oi? Amar é fora de moda? Você acha brega ter uma foto na carteira? Eu não acho. Você acha brega não olhar para o lado? Eu não acho. Desculpa, você pode estar me achando uma tapada. Às vezes eu sou mesmo. De vez em quando me sinto uma idiota, boba, trouxa, que acredita em tolices. Mas essa sou eu, idiota, boba, trouxa, que acredita em tolices e é diferente dos outros.
Não faço reunião para comentar sobre o colega gatinho. Não tenho tesão pelo cara que trabalha lá no lugar tal. Não sinto vontade de dar para outros caras. Nem de beijar. Nem de ficar de frescura. Não suporto gente que fica de abracinho, dando indireta, fazendo brincadeirinha com conotação sexual. Uma coisa é a brincadeira, outra é a brincadeira com um quê de verdade. A gente sabe e sente. Tem muito colega de trabalho que é carinhoso, querido e prestativo sem querer nada. Já outros querem tudo. Tem muita mulher que fica se esfregando, sentando no colo, abraçando, beijando, falando merda. Tenho certeza que se os namorados vissem tal comportamento não gostariam nadica de nada. Assim como tem muito homem que se passa com as mulheres, ficam dando letrinha, falando coisas que podem ser mal interpretadas, flertando, paquerando. Acho deselegante e desleal.
Tem gente, eu sei, que me acha meio extraterrestre. Alô, Clarissa, oi, olha o fulano, viu o fulano, já reparou na cor da cueca do fulano. E eu fico boiando, sem entender, porque não presto atenção. E não presto atenção porque realmente não me importa. Cada um tem o seu jeito, o meu é esse. Acho que muita gente fica flertando porque precisa se sentir desejada. Mas, francamente, não tem nada melhor que ser desejada pela pessoa que está ao seu lado. Fim.
Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
12:11


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Esse Texto é de
Clarissa Corrêa
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Do coração de uma mulher

Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
17:32


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Esse Texto é de
Lucilene Machado
domingo, 5 de setembro de 2010
Re-amar

Remar.
Re-amar.
Amar.
Re-amar.
Amar.
Não é feito pra dar certo

Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
12:08


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Amores Impossiveis

Daí é a vez da "superlativização": em vez de ser mais, ele é "o mais", o mais fodido, o mais inteligente e o mais gostoso.E você está a um passo do endeusamento: "ele é único", aí fodeu. Se ele é único, ele é a sua única chance de ser feliz. E, se ele não quer nada com você, você acaba de perder a sua única chance de ser feliz. Bem-vinda à depressão. Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes. Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente. Vá viver um grande amor. Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?
Beijinhos da
Priscilla Estrela
às
10:12


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Esse Texto é de
Tati Bernardi
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